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| Tiradentes: líder da Inconfidência Mineira |
Vida
deste importante personagem da História do Brasil, sua luta pela
independência do Brasil, o movimento da Inconfidência Mineira,
morte de Tiradentes.
Introdução
O
nome do líder da Inconfidência Mineira era Joaquim
José da Silva Xavier. Nasceu na Vila de São José Del Rei (atual
cidade
de Tiradentes, Minas Gerais) em 1746, porém foi criado na cidade
de Vila Rica (atual Ouro Preto).
Biografia
Exerceu
diversos trabalhos entre eles minerador e tropeiro. Tiradentes também
foi alferes, fazendo parte do regimento militar dos Dragões de Minas
Gerais.
Junto
com vários integrantes da aristocracia
mineira, entre eles poetas e advogados, começa a fazer parte do
movimento dos inconfidentes mineiros, cujo objetivo principal era
conquistar a Independência
do Brasil. Tiradentes era um excelente comunicador e orador. Sua
capacidade de organização e liderança fez com que fosse o
escolhido para liderar a Inconfidência Mineira. Em 1789, após ser
delatado por Joaquim Silvério dos Reis, o movimento foi descoberto e
interrompido pelas tropas oficiais. Os inconfidentes foram julgados
em 1792. Alguns filhos da aristocracia ganharam penas mais brandas
como, por exemplo, o açoite em praça pública ou o degredo.
Tiradentes,
com poucas influências econômicas e políticas, foi condenado a
forca. Foi executado em 21 de abril de 1792. Partes do seu corpo
foram expostas em postes na estrada que ligava o Rio de Janeiro a
Minas
Gerais. Sua casa foi queimada e seus bens confiscados.
Conclusão
Tiradentes pode ser considerado um herói nacional. Lutou pela independência do Brasil, num período em que nosso país sofria o domínio e a exploração de Portugal. O Brasil não tinha uma constituição, direitos de desenvolver indústrias em seu território e o povo sofria com os altos impostos cobrados pela metrópole. Nas regiões mineradoras, o quinto (imposto pago sobre o ouro) e a derrama causavam revolta na população. O movimento da Inconfidência Mineira, liderado por Tiradentes, pretendia transformar o Brasil numa república independente de Portugal.
Tiradentes pode ser considerado um herói nacional. Lutou pela independência do Brasil, num período em que nosso país sofria o domínio e a exploração de Portugal. O Brasil não tinha uma constituição, direitos de desenvolver indústrias em seu território e o povo sofria com os altos impostos cobrados pela metrópole. Nas regiões mineradoras, o quinto (imposto pago sobre o ouro) e a derrama causavam revolta na população. O movimento da Inconfidência Mineira, liderado por Tiradentes, pretendia transformar o Brasil numa república independente de Portugal.
Revista VEJA
Edição 2005
25 de abril de 2007
Ensaio:
Roberto Pompeu de Toledo
Joaquim José,
um brasileiro
Joaquim José,
um brasileiro
As razões que levaram Tiradentes,
homenageado a cada 21 de abril,
a virar herói supremo da nação
homenageado a cada 21 de abril,
a virar herói supremo da nação
Nunca
ficou clara, e provavelmente nunca ficará, a exata importância do
papel desempenhado por Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes,
na Inconfidência Mineira. Nunca ficou claro se era um revolucionário
consistente ou um bobo boquirroto, que nos bordéis oferecia às
prostitutas lugares de destaque na república que prometia construir.
No entanto, esse personagem elusivo, de biografia que nos chegou
truncada, e do qual não se conhecem nem os traços fisionômicos,
ajustou-se muito bem ao papel de herói supremo da nacionalidade de
que o incumbiram tanto os decretos oficiais quanto o gosto popular,
tanto os dirigentes de turno quanto os opositores. A nenhum outro foi
reservada a honra de um feriado nacional dedicado à sua pessoa.
Tiradentes foi
elevado a herói oficial pela República. No período imperial, sua
figura permaneceu, se não esquecida, pelo menos obscurecida, pela
boa e forte razão de ter sido adepto do regime republicano e, ainda
por cima, de o movimento a que pertenceu ter pretendido atentar
contra uma dinastia cujos herdeiros continuavam, apesar da
independência, no comando do país. Proclamada a República, já o
21 de abril seguinte, o de 1890, foi feriado. Nestes 117 anos que se
seguiram, pairando por cima dos diversos golpes e revoluções,
ditaduras, períodos democráticos, governos mais à direita e mais à
esquerda, o 21 de abril, dia do enforcamento de Tiradentes, em 1792,
nunca deixou de ser feriado.
A primeira razão
para seu triunfo póstumo tem base no próprio caráter esquivo do
personagem. Como não se sabe direito quem ele foi, virou figura
fácil de ser puxada para este ou aquele lado. O regime militar
declarou-o "Patrono Cívico da Nação Brasileira" por
decreto do marechal Castello Branco de dezembro de 1965. Em 1967, o
Teatro de Arena, de São Paulo, um templo da esquerda, montou a peça
Arena Conta Tiradentes, de Augusto Boal e Gianfrancesco
Guarnieri. Se o Tiradentes de Castello Branco era um herói para
personificar os valores que o regime militar pretendia representar, o
do Arena era um contestador desses mesmos valores.
A segunda razão,
conforme a lúcida argumentação do historiador José Murilo de
Carvalho, é o fato de a frustrada tentativa de insurreição de que
Tiradentes acabou o símbolo ter ocorrido em Minas Gerais, com
desdobramentos no Rio de Janeiro, onde ele foi preso e enforcado. Não
faltaram insurreições de coloração republicana, tanto no período
colonial quanto no imperial. As revoluções pernambucanas de 1817 e
1824 são duas delas, outra é a Farroupilha, do Rio Grande do Sul.
Os cabeças do movimento que proclamou a República poderiam ter
escolhido, como heróis da nação, tanto o frei Caneca dos levantes
pernambucanos como o Bento Gonçalves do movimento gaúcho. José
Murilo de Carvalho sugere no entanto que um e outro acabaram
descredenciados por ter atuado em regiões consideradas, àquela
altura, secundárias em relação ao eixo político do país.
Tiradentes, ao contrário, "era o herói de uma área que, a
partir da metade do século XIX, já podia ser considerada o centro
político do país – Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo".
A terceira e mais
interessante razão da glorificação de Tiradentes é o apelo
popular da fusão, em sua pessoa, de herói nacional e ícone
religioso. Os artistas inventaram para ele um rosto inspirado naquele
inventado para Jesus Cristo. Como Jesus Cristo, ele é o protagonista
de uma paixão. Sua caminhada, na manhã daquele 21 de abril – um
sábado, como neste ano –, da cela que ocupava na Cadeia Velha,
situada onde atualmente fica o Palácio Tiradentes (antiga sede da
Câmara dos Deputados, hoje da Assembleia Legislativa do Rio de
Janeiro), até a forca, no lugar então conhecido como Campo de São
Domingos, ecoa o trajeto do Calvário. A esses fatores exteriores
soma-se que, nos três anos em que permaneceu preso, marcados pelas
privações, pelos interrogatórios, pela expectativa da morte e pela
assistência dos padres, Tiradentes deixou-se tomar pela
religiosidade. Ao subir ao cadafalso, beijou os pés do carrasco.
Depois rezou o credo. Era um Cristo entregando-se à sua sorte.
A mistura de herói
cívico e religioso tem paralelo na Joana d'Arc dos franceses. Mas
nem Joana d'Arc chegou a tanto, ou seja, a repetir o próprio Cristo.
Joaquim José da Silva Xavier cumpre uma trajetória que vai de um
Macunaíma dos bordéis a um místico que, pelo martírio, supera o
Conselheiro ou o padre Cícero. De permeio, é um servidor da ordem
(alferes do Exército) que passa a adepto falastrão de um movimento
contestatório que vira fumaça antes de conseguir pôr pé na
realidade. Acrescente-se que fazia um bico como hábil arrancador de
dentes, ofício para o qual andava com uma pequena canastra em que
guardava uns tantos ferrinhos, e pronto: eis a figura de um
brasileiro.
A quem quiser saber
mais recomenda-se o capítulo "Tiradentes, um herói para a
República", do livro A Formação das Almas, de José
Murilo de Carvalho, no qual o presente artigo é fortemente baseado.
Fim
História
do Dia do Índio, comemoração, 19 de abril, criação da data,
cultura indígena
Comemoramos
todos os anos, no dia 19 de Abril, o Dia do Índio. Esta data
comemorativa foi criada em 1943 pelo presidente Getúlio Vargas,
através do decreto lei número 5.540. Mas porque foi escolhido o 19
de abril?
Para entendermos a data, devemos voltar para 1940. Neste ano, foi realizado no México, o Primeiro Congresso Indigenista Interamericano. Além de contar com a participação de diversas autoridades governamentais dos países da América, vários líderes indígenas deste continente foram convidados para participarem das reuniões e decisões. Porém, os índios não compareceram nos primeiros dias do evento, pois estavam preocupados e temerosos. Este comportamento era compreensível, pois os índios há séculos estavam sendo perseguidos, agredidos e dizimados pelos “homens brancos”.
No entanto, após algumas reuniões e reflexões, diversos líderes indígenas resolveram participar, após entenderem a importância daquele momento histórico. Esta participação ocorreu no dia 19 de abril, que depois foi escolhido, no continente americano, como o Dia do Índio.
Para entendermos a data, devemos voltar para 1940. Neste ano, foi realizado no México, o Primeiro Congresso Indigenista Interamericano. Além de contar com a participação de diversas autoridades governamentais dos países da América, vários líderes indígenas deste continente foram convidados para participarem das reuniões e decisões. Porém, os índios não compareceram nos primeiros dias do evento, pois estavam preocupados e temerosos. Este comportamento era compreensível, pois os índios há séculos estavam sendo perseguidos, agredidos e dizimados pelos “homens brancos”.
No entanto, após algumas reuniões e reflexões, diversos líderes indígenas resolveram participar, após entenderem a importância daquele momento histórico. Esta participação ocorreu no dia 19 de abril, que depois foi escolhido, no continente americano, como o Dia do Índio.
Comemorações
e Importância da data
Neste
dia do ano ocorrem vários eventos dedicados à valorização da
cultura indígena. Nas escolas, os alunos costumam fazer pesquisas
sobre a cultura indígena, os museus fazem exposições e os
municípios organizam festas comemorativas. Deve ser também um dia
de reflexão sobre a importância da preservação dos povos
indígenas, da manutenção de suas terras e respeito às suas
manifestações culturais.
Devemos lembrar também, que os índios já habitavam nosso país quando os portugueses aqui chegaram em 1500. Desde esta data, o que vimos foi o desrespeito e a diminuição das populações indígenas. Este processo ainda ocorre, pois com a mineração e a exploração dos recursos naturais, muitos povos indígenas estão perdendo suas terras.
Devemos lembrar também, que os índios já habitavam nosso país quando os portugueses aqui chegaram em 1500. Desde esta data, o que vimos foi o desrespeito e a diminuição das populações indígenas. Este processo ainda ocorre, pois com a mineração e a exploração dos recursos naturais, muitos povos indígenas estão perdendo suas terras.
QUER SABER MAIS SOBRE OS ÍNDIOS?...
ÍNDIOS DO BRASIL...
Sociedade
indígena, escravidão e miscigenação, cultura indígena, índios
brasileiros, educação indígena, arte indígena, tribos indígenas
do Brasil, línguas indígenas, contato entre índios e
portugueses.
Introdução
Introdução
Historiadores
afirmam que antes da chegada dos europeus à América havia
aproximadamente 100 milhões de índios no continente. Só em
território brasileiro, esse número chegava 5 milhões de nativos,
aproximadamente. Estes índios brasileiros estavam divididos em
tribos, de acordo com o tronco linguístico ao qual pertenciam:
tupi-guaranis (região do litoral), macro-jê ou tapuias (região do
Planalto Central), aruaques (Amazônia) e caraíbas (Amazônia).
Atualmente, calcula-se que apenas 400 mil índios ocupam o território brasileiro, principalmente em reservas indígenas demarcadas e protegidas pelo governo. São cerca de 200 etnias indígenas e 170 línguas. Porém, muitas delas não vivem mais como antes da chegada dos portugueses. O contato com o homem branco fez com que muitas tribos perdessem sua identidade cultural.
Os indígenas que habitavam o Brasil em 1500 viviam da caça, da pesca e da agricultura de milho, amendoim, feijão, abóbora, bata-doce e principalmente mandioca. Esta agricultura era praticada de forma bem rudimentar, pois utilizavam a técnica da coivara (derrubada de mata e queimada para limpar o solo para o plantio).
Os índios domesticavam animais de pequeno porte como, por exemplo, porco do mato e capivara. Não conheciam o cavalo, o boi e a galinha. Na Carta de Caminha é relatado que os índios se espantaram ao entrar em contato pela primeira vez com uma galinha.
As tribos indígenas possuíam uma relação baseada em regras sociais, políticas e religiosas. O contato entre as tribos acontecia em momentos de guerras, casamentos, cerimônias de enterro e também no momento de estabelecer alianças contra um inimigo comum.
Os índios faziam objetos utilizando as matérias-primas da natureza. Vale lembrar que índio respeita muito o meio ambiente, retirando dele somente o necessário para a sua sobrevivência. Desta madeira, construíam canoas, arcos e flechas e suas habitações (ocas ). A palha era utilizada para fazer cestos, esteiras, redes e outros objetos. A cerâmica também era muito utilizada para fazer potes, panelas e utensílios domésticos em geral. Penas e peles de animais serviam para fazer roupas ou enfeites para as cerimônias das tribos. O urucum era muito usado para fazer pinturas no corpo.
Atualmente, calcula-se que apenas 400 mil índios ocupam o território brasileiro, principalmente em reservas indígenas demarcadas e protegidas pelo governo. São cerca de 200 etnias indígenas e 170 línguas. Porém, muitas delas não vivem mais como antes da chegada dos portugueses. O contato com o homem branco fez com que muitas tribos perdessem sua identidade cultural.
A
sociedade indígena na época da chegada dos portugueses.
O primeiro contato entre índios e portugueses em 1500 foi de muita estranheza para ambas as partes. As duas culturas eram muito diferentes e pertenciam a mundos completamente distintos. Sabemos muito sobre os índios que viviam naquela época, graças a Carta de Pero Vaz de Caminha (escrivão da expedição de Pedro Álvares Cabral) e também aos documentos deixados pelos padres jesuítas.
O primeiro contato entre índios e portugueses em 1500 foi de muita estranheza para ambas as partes. As duas culturas eram muito diferentes e pertenciam a mundos completamente distintos. Sabemos muito sobre os índios que viviam naquela época, graças a Carta de Pero Vaz de Caminha (escrivão da expedição de Pedro Álvares Cabral) e também aos documentos deixados pelos padres jesuítas.
Os indígenas que habitavam o Brasil em 1500 viviam da caça, da pesca e da agricultura de milho, amendoim, feijão, abóbora, bata-doce e principalmente mandioca. Esta agricultura era praticada de forma bem rudimentar, pois utilizavam a técnica da coivara (derrubada de mata e queimada para limpar o solo para o plantio).
Os índios domesticavam animais de pequeno porte como, por exemplo, porco do mato e capivara. Não conheciam o cavalo, o boi e a galinha. Na Carta de Caminha é relatado que os índios se espantaram ao entrar em contato pela primeira vez com uma galinha.
As tribos indígenas possuíam uma relação baseada em regras sociais, políticas e religiosas. O contato entre as tribos acontecia em momentos de guerras, casamentos, cerimônias de enterro e também no momento de estabelecer alianças contra um inimigo comum.
Os índios faziam objetos utilizando as matérias-primas da natureza. Vale lembrar que índio respeita muito o meio ambiente, retirando dele somente o necessário para a sua sobrevivência. Desta madeira, construíam canoas, arcos e flechas e suas habitações (ocas ). A palha era utilizada para fazer cestos, esteiras, redes e outros objetos. A cerâmica também era muito utilizada para fazer potes, panelas e utensílios domésticos em geral. Penas e peles de animais serviam para fazer roupas ou enfeites para as cerimônias das tribos. O urucum era muito usado para fazer pinturas no corpo.
A
organização social dos índios
Entre os
indígenas não há classes sociais como a do homem branco. Todos têm
os mesmo direitos e recebem o mesmo tratamento. A terra, por exemplo,
pertence a todos e quando um índio caça, costuma dividir com os
habitantes de sua tribo. Apenas os instrumentos de trabalho (machado,
arcos, flechas, arpões) são de propriedade individual. O trabalho
na tribo é realizado por todos, porém possui uma divisão por sexo
e idade. As mulheres são responsáveis pela comida, crianças,
colheita e plantio. Já os homens da tribo ficam encarregados do
trabalho mais pesado: caça, pesca, guerra e derrubada das
árvores.
Duas figuras importantes na organização das tribos são o pajé e o cacique. O pajé é o sacerdote da tribo, pois conhece todos os rituais e recebe as mensagens dos deuses. Ele também é o curandeiro, pois conhece todos os chás e ervas para curar doenças. Ele que faz o ritual da pajelança, onde evoca os deuses da floresta e dos ancestrais para ajudar na cura. O cacique, também importante na vida tribal, faz o papel de chefe, pois organiza e orienta os índios.
A educação indígena é bem interessante. Os pequenos índios, conhecidos como curumins, aprender desde pequenos e de forma prática. Costumam observar o que os adultos fazem e vão treinando desde cedo. Quando o pai vai caçar, costuma levar o índiozinho junto para que este aprender. Portanto a educação indígena é bem pratica e vinculada a realidade da vida da tribo indígena. Quando atinge os 13 os 14 anos, o jovem passa por um teste e uma cerimônia para ingressar na vida adulta.
Duas figuras importantes na organização das tribos são o pajé e o cacique. O pajé é o sacerdote da tribo, pois conhece todos os rituais e recebe as mensagens dos deuses. Ele também é o curandeiro, pois conhece todos os chás e ervas para curar doenças. Ele que faz o ritual da pajelança, onde evoca os deuses da floresta e dos ancestrais para ajudar na cura. O cacique, também importante na vida tribal, faz o papel de chefe, pois organiza e orienta os índios.
A educação indígena é bem interessante. Os pequenos índios, conhecidos como curumins, aprender desde pequenos e de forma prática. Costumam observar o que os adultos fazem e vão treinando desde cedo. Quando o pai vai caçar, costuma levar o índiozinho junto para que este aprender. Portanto a educação indígena é bem pratica e vinculada a realidade da vida da tribo indígena. Quando atinge os 13 os 14 anos, o jovem passa por um teste e uma cerimônia para ingressar na vida adulta.
Os contatos entre indígenas e portugueses
O canto que se segue foi muito prejudicial
aos povos indígenas. Interessados nas terras, os portugueses usaram
a violência contra os índios. Para tomar as terras, chegavam a
matar os nativos ou até mesmo transmitir doenças a eles para
dizimar tribos e tomar as terras. Esse comportamento violento
seguiu-se por séculos, resultando no pequenos número de índios que
temos hoje.
A visão que o europeu tinha a respeito dos índios era eurocêntrica. Os portugueses achavam-se superiores aos indígenas e, portanto, deveriam dominá-los e colocá-los ao seu serviço. A cultura indígena era considera pelo europeu como sendo inferior e grosseira. Dentro desta visão, acreditavam que sua função era convertê-los ao cristianismo e fazer os índios seguirem a cultura europeia. Foi assim, que aos poucos, os índios foram perdendo sua cultura e também sua identidade.
A visão que o europeu tinha a respeito dos índios era eurocêntrica. Os portugueses achavam-se superiores aos indígenas e, portanto, deveriam dominá-los e colocá-los ao seu serviço. A cultura indígena era considera pelo europeu como sendo inferior e grosseira. Dentro desta visão, acreditavam que sua função era convertê-los ao cristianismo e fazer os índios seguirem a cultura europeia. Foi assim, que aos poucos, os índios foram perdendo sua cultura e também sua identidade.
Canibalismo
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Tupinambás
praticando rituais de canibalismo.
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Algumas
tribos eram canibais como, por exemplo, os tupinambás que habitavam
o litoral da região sudeste do Brasil. A antropofagia era praticada,
pois acreditavam que ao comerem carne humana do inimigo estariam
incorporando a sabedoria, valentia e conhecimentos. Desta forma, não
se alimentavam da carne de pessoas fracas ou covardes. A prática do
canibalismo era feira em rituais simbólicos.
Religião Indígena
Religião Indígena
Cada nação indígena possuía crenças e rituais religiosos diferenciados. Porém, todas as tribos acreditavam nas forças da natureza e nos espíritos dos antepassados. Para estes deuses e espíritos, faziam rituais, cerimônias e festas. O pajé era o responsável por transmitir estes conhecimentos aos habitantes da tribo. Algumas tribos chegavam a enterrar o corpo dos índios em grandes vasos de cerâmica, onde além do cadáver ficavam os objetos pessoais. Isto mostra que estas tribos acreditavam numa vida após a morte.
Principais etnias indígenas brasileiras na atualidade e população estimada
Ticuna (35.000), Guarani (30.000), Caiagangue (25.000), Macuxi (20.000), Terena (16.000), Guajajara (14.000), Xavante (12.000), Ianomâmi (12.000), Pataxó (9.700), Potiguara (7.700).
Fonte: http://sardinhainnaldo.spaceblog.com.br ... -DO-INDIO/
Em 16/04/2013 09:25
22 DE ABRIL, DESCOBRIMENTO DO BRASIL
Em 22 de abril de 1500 chegava ao
Brasil 13 caravelas portuguesas lideradas por Pedro Álvares Cabral.
A primeira vista, eles acreditavam tratar-se de um grande monte, e
chamaram-no de Monte Pascoal. No dia 26 de abril, foi celebrada a
primeira missa no Brasil.
Após deixarem o local em direção
à Índia, Cabral, na incerteza se a terra descoberta tratava-se de
um continente ou de uma grande ilha, alterou o nome para Ilha de Vera
Cruz. Após exploração realizada por outras expedições
portuguesas, foi descoberto tratar-se realmente de um continente, e
novamente o nome foi alterado. A nova terra passou a ser chamada de
Terra de Santa Cruz. Somente depois da descoberta do pau-brasil,
ocorrida no ano de 1511, nosso país passou a ser chamado pelo nome
que conhecemos hoje: Brasil.
A descoberta do Brasil ocorreu no
período das grandes navegações, quando Portugal e Espanha
exploravam o oceano em busca de novas terras. Poucos anos antes da
descoberta do Brasil, em 1492, Cristóvão Colombo, navegando pela
Espanha, chegou a América, fato que ampliou as expectativas
dos exploradores. Diante do fato de ambos terem as mesmas ambições
e com objetivo de evitar guerras pela posse das terras, Portugal e
Espanha assinaram o Tratado de Tordesilhas, em 1494. De acordo com
este acordo, Portugal ficou com as terras recém descobertas que
estavam a leste da linha imaginária ( 200 milhas a oeste das ilhas
de Cabo Verde), enquanto a Espanha ficou com as terras a oeste desta
linha.
Mesmo com a descoberta das terras
brasileiras, Portugal continuava empenhado no comércio com as
Índias, pois as especiarias que os portugueses encontravam lá eram
de grande valia para sua comercialização na Europa. As especiarias
comercializadas eram: cravo, pimenta, canela, noz moscada, gengibre,
porcelanas orientais, seda, etc. Enquanto realizava este lucrativo
comércio, Portugal realizava no Brasil o extrativismo do pau-brasil,
explorando da Mata Atlântica toneladas da valiosa madeira, cuja
tinta vermelha era comercializada na Europa. Neste caso foi utilizado
o escambo, ou seja, os indígenas recebiam dos portugueses algumas
bugigangas (apitos, espelhos e chocalhos) e davam em troca o trabalho
no corte e carregamento das toras de madeira até as caravelas.
Foi somente a partir de 1530, com a
expedição organizada por Martin Afonso de Souza, que a coroa
portuguesa começou a interessar-se pela colonização da nova terra.
Isso ocorreu, pois havia um grande receio dos portugueses em perderem
as novas terras para invasores que haviam ficado de fora do tratado
de Tordesilhas, como, por exemplo, franceses, holandeses e ingleses.
Navegadores e piratas destes povos, estavam praticando a retirada
ilegal de madeira de nossas matas. A colonização seria uma das
formas de ocupar e proteger o território. Para tanto, os portugueses
começaram a fazer experiências com o plantio da cana-de-açúcar,
visando um promissor comércio desta mercadoria na Europa.
História do Brasil
A História do Brasil
compreende, tradicionalmente, o período desde a chegada dos
portugueses até
os dias atuais, embora o seu território seja habitado continuamente
desde tempos pré-históricos
por povos indígenas.
Após a chegada de Pedro
Álvares Cabral, capitão-mor
de expedição
portuguesa a caminho das Índias,
ao litoral sul da Bahia
em 1500, a Coroa
portuguesa implementou uma política
de colonização para a terra recém-descoberta a partir de 1530.
A colonização européia se organizou por meio da distribuição de
capitanias
hereditárias pela coroa portuguesa a membros da nobreza e pela
instalação de um governo-geral
em 1548.
A economia da colônia, iniciada com o extrativismo do pau-brasil e
as trocas entre os colonos e os índios, gradualmente passou a ser
dominada pelo cultivo da cana-de-açúcar para fins de exportação.
Com a expansão dos engenhos e a ocupação de novas áreas para seu
cultivo, o território brasileiro se insere nas rotas de comércio do
velho mundo e passa a ser paulatinamente ocupado por senhores de
terra, missionários, homens livres e largos contingentes de escravos
africanos. No final do século
XVII foram descobertas ricas jazidas de ouro
nos atuais estados de Minas
Gerais,1Goiás e Mato
Grosso que foi determinante para o povoamento do interior do
Brasil. Em 1789,
quando a Coroa portuguesa anunciava a Derrama,
medida para cobrar supostos impostos atrasados, eclodiu em Vila Rica
(atual Ouro Preto)
a Inconfidência
Mineira. A revolta fracassou e, em 1792,
um de seus líderes, Tiradentes,
morreu enforcado.2
Em 1808,
com a transferência
da corte portuguesa para o Brasil, fugindo da sua possível
subjugação da França,
consequência da Guerra
PeninsularNapoleão
Bonaparte, o Príncipe-regente
Dom João
de Bragança, filho da Rainha
Dona Maria I, abriu os portos da então colônia,
permitiu o funcionamento de fábricas e fundou o Banco
do Brasil. Em 1815,
o então Estado
do Brasil, apenas um Vice-reino
do império
português, tornou-se temporariamente a sede de um enorme reinoimpério,
com a nova designação oficial de Reino
Unido de Portugal, Brasil e Algarves, em que a então Rainha Dona
Maria I foi coroada. Com a morte da mãe, em 1816,
o então Príncipe-regente Dom João de Bragança foi coroado o seu
rei. Logo depois volta para o Reino
de Portugal, deixando seu filho mais velho, Dom
Pedro de Alcântara de Bragança, o príncipe
real do reino unido, como regente
do Brasil. Travada entre as tropas portuguesas e as de
que unia todo esse.
Em 7 de setembro
de 1822, Dom Pedro de
Alcântara proclamou a independência
do Brasil em relação ao reino unido de Portugal, Brasil e
Algarves, e fundou o Império
do Brasil, sendo coroado imperador como Dom
Pedro I. O mesmo reinou até 1831,
quando abdicou
e passou a Coroa brasileira ao seu filho, Dom
Pedro de Alcântara, que tinha apenas cinco anos.3
Aos catorze anos, em 1840,
Dom Pedro de Alcântara(filho) teve sua
maioridade declarada, sendo coroado imperador no ano seguinte,
como Dom
Pedro II. No final da primeira década do Segundo
Reinado, o regime estabilizou-se. As províncias foram
pacificadas e a última grande insurreição, a Revolta
Praieira, foi derrotada em 1849.
Nesse mesmo ano, o imperador extingue o tráfico
de escravos. Aos poucos, os imigrantes
europeus4
No contexto geopolítico, o Brasil
se alia à Argentina
e Uruguai e entra
em guerra contra o
Paraguai. No
final do conflito, quase dois terços da população paraguaia estava
morta. A participação de negros
e mestiços nas
tropas brasileiras na Guerra
do Paraguai deu grande impulso ao movimento abolicionista
e ao declínio da monarquia. Pouco tempo depois, em 1888,
a princesa
imperial do Brasil, D.
Isabel de Bragança, filha de Dom
Pedro II, assina a Lei
Áurea, que extingue a escravidão
no Brasil. Ao abandonar os proprietários de escravos, sem os
indenizar, o império brasileiro perde a última base de
sustentação.1 Assalariados substituíram os escravos.
Em 15
de novembro de 1889,
ocorre a proclamação
da república pelo marechal
Manuel
Deodoro da Fonseca e tem início a República
Velha, terminada em 1930
com a chegada de Getúlio
Vargas ao poder. A partir daí, a história do Brasil destaca a
industrialização do Brasil e a participação brasileira na Segunda
Guerra Mundial ao lado dos Estados
Unidos; o movimento militar de 1964,
onde o general Castelo
Branco assumiu a presidência.
O Regime
Militar, a pretexto de combater a subversão
e a corrupção,
suprimiu direitos constitucionais, perseguiu e censurou os meios
de comunicação, extinguiu os partidos políticos e criou o
bipartidarismo.
Após o fim do regime militar, os deputados federais e senadores se
reuniram , em 1988,
em assembléia
nacional constituinte e promulgaram a nova Constituição,
que amplia os direitos individuais. O país se redemocratiza,1
56
e cada vez mais se insere no cenário internacional.
avança economicamente







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